quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dia do amor, do mimo, do carinho, da barriga cheia. Dia dos avós

Lembro-me como se tivesse sido ontem o dia em que chorei no alto daquela rua porque tinha acordado sozinha e não sabia da minha avó. E lembro-me do que corri quando a vi no fundo da rua. 

Lembro-me de ir para o campo, lembro-me do pão com queijo e o leite com café, lembro-me da sopa de feijão e da broa de milho com queijo. 
Lembro-me dos lençóis quentinhos da cama quando os meus pais me deixavam lá em casa de manhã. 
Tudo isto se resume numa única palavra: avó. 

                                          avós

Tem 92 anos de história escritos nas rugas do rosto e nos fios brancos dos longos cabelos. 
Tem histórias intermináveis da sua vida. De quando casou com 30 anos e antes dos 40 enviuvou e viu-se sozinha com 3 rapazes para criar. 
De quando andava ao jornal como se diz cá em cima e fazia frente à patroa porque tinha que ter tempo para ir dar de almoçar ao filho que tinha em casa.
Histórias com os 5 netos e 2 bisnetos que criou em casa. De como o meu irmão e o meu primo lhe partiram o santinho que estava na parede a jogar a bola. 

São histórias de amor. Sobretudo isso. De amor. Mesmo vestida de preto desde os 40 teve amor para dar aos filhos, ás noras, aos netos e bisnetos. 

É a minha avó. Que não só neste dia mas em todos os outros me é lembrada. 



avós

É esta a avó do meu coração, mas neste dia não deixo de me lembrar também do meu avô materno. Que não conheci, mas que sinto como se tivesse conhecido tais são os relatos felizes de quem com ele lidou. 

Aproveitem os vossos avós, aproveitem os mimos, os carinhos, os ensinamentos. São pérolas que temos. 


avós